quarta-feira, 15 julho , 2026

Veja faixas e alíquotas do Imposto de Renda 2026

Em vigor desde 1º de janeiro, a nova tabela do Imposto de Renda 2026 traz mudanças relevantes para milhões de contribuintes. A principal novidade é a isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês e a redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350.

Os efeitos práticos das mudanças começam a ser sentidos nos salários pagos a partir de fevereiro, já que os valores de janeiro são pagos no mês seguinte. As novas regras também impactarão a Declaração do Imposto de Renda de 2027, referente aos rendimentos de 2026.

Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IR:

  • trabalhadores com carteira assinada;

  • servidores públicos;

  • aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios;

desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil.

Quem possui mais de uma fonte de renda deverá complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.

Redução do imposto para quem ganha até R$ 7.350

Para rendas mensais entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, a reforma prevê um desconto parcial e decrescente:

  • quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o desconto;

  • quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício;

  • acima desse valor, não há redução.

A regra também vale para o 13º salário.

Tabela de isenção e redução do IR mensal – 2026

Rendimentos tributáveis mensaisRedução do imposto
Até R$ 5 milAté R$ 312,89, zerando o imposto
De R$ 5.000,01 a R$ 7.350R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal)
A partir de R$ 7.350,01Sem redução

Fonte: Receita Federal

Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026

(para rendas acima de R$ 7.350)

Base de cálculo mensalAlíquotaDedução
Até R$ 2.428,80Isento
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%R$ 394,16
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73

Fonte: Receita Federal

O que muda no cálculo anual do Imposto de Renda

Além da tabela mensal, haverá impacto também na apuração anual:

  • isenção para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026;

  • redução gradual para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil;

  • acima desse valor, não há desconto adicional.

O redutor anual é limitado ao imposto devido e não gera imposto negativo nem restituição extra automática.

Tabela anual de isenção e redução do IR

(Declaração de 2027 – ano-calendário 2026)

Rendimentos tributáveis anuaisRedução do imposto
Até R$ 60 milAté R$ 2.694,15, zerando o imposto
De R$ 60.000,01 a R$ 88.200R$ 8.429,73 – (0,095575 × renda anual)
A partir de R$ 88.200,01Sem redução

Fonte: Receita Federal

Tabela anual do Imposto de Renda – 2026

Base de cálculo anualAlíquotaDedução
Até R$ 28.467,20Isento
De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,807,5%R$ 2.135,04
De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,6015%R$ 4.679,03
De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,1622,5%R$ 8.054,97
Acima de R$ 55.976,1627,5%R$ 10.853,78

Fonte: Receita Federal

Imposto mínimo para alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda:

  • renda anual acima de R$ 600 mil entra na regra;

  • alíquota progressiva de até 10%;

  • renda acima de R$ 1,2 milhão por ano terá alíquota mínima efetiva de 10%.

A estimativa do governo é que 141 mil contribuintes sejam afetados. A apuração ocorrerá apenas na declaração de 2027.

Tributação de dividendos

Outra mudança relevante é a tributação de dividendos na fonte:

  • 10% de imposto sobre dividendos;

  • apenas quando superarem R$ 50 mil por mês;

  • valor pago por uma única empresa à pessoa física.

O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.

Deduções que continuam valendo

Nada muda nas principais deduções:

  • dependentes: R$ 189,59 por mês;

  • desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;

  • educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;

  • declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.

Quantas pessoas serão beneficiadas

Segundo o governo federal, 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados. O custo estimado da medida é de R$ 31,2 bilhões, compensado pela tributação sobre alta renda e dividendos elevados.

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